| Onde está, ó morte, a tua vitória? |
|
| Escrito por Ultimato |
| Sex, 08 de Agosto de 2008 02:24 |
|
Enquanto caminhamos inexoravelmente para a morte via envelhecimento ou acidente ou doença, de ambas as margens do caminho se nos apresentam promessas de uma vida sem solução de continuidade. De um lado, somos convidados a colocar a nossa esperança nos recursos e nas possibilidades da ciência, ainda que vagarosa. Do outro, recebemos o desafio da fé para crer na intervenção do próprio Deus, que transformará nosso corpo atual em outro corpo, de biologia diferente, ainda que sem data anunciada.
Não é isto que a Bíblia diz. O novo corpo de que ela fala não é um corpo todo remendado e cheio de órgãos artificiais. Não se trata de mero prolongamento da vida humana, mas de uma metamorfose radical por meio da ressurreição dos mortos e da súbita transformação dos vivos em hora já estabelecida por Deus. O corpo que há de surgir dessa operação instantânea se revestirá de incorruptibilidade e de imortalidade (1 Co 15.35-58). A esperança dada pelo cristianismo é muito mais confortadora, mesmo admitindo que a ciência consiga o êxito que pretende. A razão é simples: as descobertas da ciência não têm efeito retroativo, não podem alcançar os mortos. Mas a escatologia cristã ensina que “todos os que se acham nos túmulos ouvirão a voz do Filho de Deus e sairão” (Jo 5.29).
Retirado da Revista Ultimato, edição Março-Abril 2000. Disponível em: http://www.ultimato.com.br/?pg=show_artigos&artigo=1344&secMestre=1459&sec=1469&num_edicao=263
|
| Última atualização ( Sex, 08 de Agosto de 2008 02:26 ) |